quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Concurso para professor aprova só 198, de um total de 6 mil candidatos


No ano passado, o Governo de Mato Grosso do Sul se comprometeu a contratar, até 2012, pelo menos 2 mil professores, para substituir os convocados, aqueles que não passaram por seleção, mas são chamados para dar aulas para suprir a demanda. O primeiro processo seletivo em curso mostra que a tarefa não sai ser fácil: de um universo de 6 mil inscritos no concurso, só 198 foram aprovados e chegaram até fase de prova de títulos, que, atualmente, está na fase de recurso da pontuação obtida pelos candidatos para a divulgação do resultado final.

Isso quer dizer um índice de aprovação inferior a 4%. Significa, também, que das 545 vagas disponibilizadas pelo menos 347 não vão ser preenchidas. Esse número pode aumentar, pois ainda podem haver desistências, como lembra o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Ensino de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarelli.
O Governo do Estado ainda não divulgou o que vai fazer diante dessa reprovação tão alta. Hoje cedo, o governador André Puccinelli (PMDB) comentou o resultado ruim da prova dizendo que professor “deve ser professor geral”. A previsão é que os aprovados do atual concurso tomem posse para o início do ano letivo, em fevereiro.

O presidente da Fetems enxerga dois fatores principais para a baixa aprovação, o primeiro relacionado à prova. Para ele, o conteúdo cobrado em boa parte da prova objetiva foi inadequado. Na parte de conhecimentos gerais foram várias questões sobre economia, afirma o presidente da Fetems. “Professor deve ter conhecimento de atualidades sim, mas não apenas de economia”.

Na avaliação dele, faltou conteúdo ligado à educação, como por exemplo as legislações da área.

Botarelli questiona a qualidade da prova, também. Ele afirma que o fato de terem sido anuladas 21 questões é um indicativo de que alguma coisa não correu bem.
O outro problema observado pelo sindicalista foi relacionado à formação dos professores. Para ele, há uma deficiência que vem desde a faculdade, que não prepara bem os homens e mulheres que escolhem ser professores.
 
Botarelli afirmou que diante da sobra de vagas desse concurso, a Fetems vai solicitar ao Governo do Estado que no próximo concurso, previsto para o segundo semestre deste ano sejam ofertas as vagas antes previstas e as vagas que sobrarem.
 
Até lá, esses lugares continuarão sendo ocupados por professores convocados. A previsão, conforme o acordo feito no ano passado, era de que fossem pelo menos 600 vagas no concurso a ser realizado no segundo semestre.






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